Entrevista traduzida da Taylor Momsen para o Las Vegas – Review Journal

Eu estava parabenizando a cantora de rock Taylor Momsen por comandar a total liberdade de carreira na tenra idade de 21, quando ela me lembrou, “Eu comecei a trabalhar com 2 anos!”
“Eu trabalhei por muito tempo” para ganhar liberdade criativa, Momsen disse e riu, já que ela começou sua carreira como modelo (com 2 anos), depois se formou como atriz (“How The Grinch Stole Christmas”, com 7, “Gossip Girl” com 14).
Mas no início de sua adolescência, ela também se juntou a uma banda, The Pretty Reckless. Esse trabalho de cantar foi o que ela escolheu para ser sua carreira em tempo integral.
A banda dela arrasa no clube Vinyl no Hard Rock Hotel na noite de quarta-feira. A banda leva os hits “Messed Up World” e “Heaven Knows”.
“Eu trabalhei 19 anos nisso,” ela disse sobre as artes de entretenimento.
Alcançar e manter a liberdade criativa é “definitivamente uma batalha constante”, ela disse.
“Para criar a arte que você quer, e que ela esteja realmente no mercado, você precisa dizer ‘vai tomar no cu’ bastante. Isso vem com repercussões”, ela disse.
“Se não é do jeito que você quer, não é seu de qualquer jeito, você pode muito bem trabalhar no McDonalds.”
Eu a perguntei o quanto ela tem estado em sincronia com as pessoas do negócio da música.
“Arte e comércio não são amigas. Então eu tento ficar fora disso o máximo possível. Eu deixo nosso empresário cuidar dos negócios,” ela disse.
“Ninguém é envolvido na minha música. Minha arte é minha arte. Eu faço a minha arte. De qualquer jeito que  você queira colocá-la pra fora, desde que seja o que eu fiz, vá em frente. Desde o álbum, as imagens, aos vídeos. Essa é minha arte, e você pode vendê-la do jeito que quiser.”
Isso significa que Momsen (como muitos artistas criativos) tem muito mais liberdade de carreira do que pessoas que escolhem trabalhar para empresas e nunca dizem “não” para os chefes.
Momsen salientou que todos tem o direito humano de dizer “não” quando quiserem – só precisam estar prontos para as consequências.
Ela já sofreu consequências da liberdade, ela disse.
“Digo, eu fui banida da televisão porque eu mandei as pessoas tomarem no cu. Eu não consegui um contrato de gravação porque eu mandei as pessoas tomarem no cu.”
“Então tem repercussões, e você precisa lutar por isso, mas todo mundo pode dizer ‘vai tomar no cu’. Na verdade, é divertido.
“Você tem que viver para você mesmo.”
Eu disse à Momsen que não sabia que ela tinha vivido tantos momentos de conflitos artísticos.
“Ah sim, muitas muitas vezes,” ela disse. “Eu definitivamente disse ‘não’ para muitas coisas que as pessoas estavam esperando que eu fizesse.”
Eu disse à ela que levei anos vivendo como um adulto para me forçar a dizer ‘não’ e ‘pare’ em ocasiões que precisavam de tal ação, então ela é mais madura nesse sentido com 21 anos do que eu era.
“Tem a frase do Larry David,” ela disse. “Ele diz: Quanto mais eu dizia ‘não’, mais eu conseguia tudo.”
Tradução por Momsen Brasil.
Escrito por Lívia Lino | 16/10/2014 | Categorias: Entrevistas
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