Recentemente, uma review do novo álbum da The Pretty Reckless, “Who You Selling For”, foi publicada no site TheMusicalMeltingPot. Não esqueçam que no dia 09/10 começa a pré-venda e quem adquiri-lo poderá ouvir a música The Devil’s Back desde já! O álbum será lançado oficialmente dia 21 de outubro. Leiam a tradução e saibam mais sobre ele:

Embora seja 2016, não 1016, mulheres na música continua sendo um assunto complicado. Para alguns, de qualquer maneira. As coisas estão mudando – lentamente – e aqui, eu vou falar sobre o terceiro álbum de uma banda que está fazendo mais do que a maioria para fazer com que essas mudanças continuem vindo.

The Pretty Reckless está em seu quarto single líder de charts de rock, Take Me Down, o primeiro corte de “Who You Selling For” para a ver a luz no final do dia. Tendo como vocalista Taylor Momsen, que faz a The Pretty Reckless ser notável como a primeira banda de rock com uma frente feminina a embarcar nessa jornada desde The Pretenders, em 1984.

Alcançar a igualdade de gênero genuína é impossível, a menos que nós tratemos todas as pessoas igualmente em vez de atribuir um conjunto de padrões para homens e outra para mulheres. Então, tão rápido quanto for possível, vou chegar na parte onde eu reviso o “Who You Selling” for como “um álbum de uma banda de rock altamente bem sucedido” em vez de “um álbum de uma banda de rock liderada por uma mulher altamente bem sucedido”.

Ouça ao trabalho anterior da The Pretty Reckless por mais do que uma fração de segundo e você vai pegar em uma corrente sexual quase constante. Não só porque Taylor Momsen é do sexo feminino – ele está lá porque, historicamente, ela trabalhou duro até seu status de símbolo sexual do rock and roll. Deixe de lado muitos comentários irônicos sobre a The Pretty Reckless ser “tudo marketing”.

Para ser honesto, no início da The Pretty Reckless, os críticos tinha um ponto – não por causa de qualquer coisa relacionada com o gênero, mas simplesmente porque, há seis anos, The Pretty Reckless simplesmente não era tão boa. Make Me Wanna Die foi uma canção de rock sólida, mas o álbum de 2014 “Going To Hell” foi um passo enorme em todos os aspectos. Escutando ele novamente, agora em 2016, Going To Hell resiste ao teste do tempo – e se alguém estiver bufando pela sexualidade francamente exposta, devia voltar um pouco e ouvir qualquer coisa de um dos discos do Led Zeppelin, nos quais poderá encontrar Robert Plant praticamente cantando não com sua garganta ou peito, mas através da sua ereção dourada divina, denominada uma das mais vozes mais potentes e legitimamente respeitadas do rock’n’roll.

Hoje, a lista de fatos, números e conquistas fala por si. The Pretty Reckless agora existe em outro nível. É hora de dar-lhes o respeito que não só merecem, mas conquistaram através de anos de trabalho duro.

Então, isso é a questão de gênero fora do caminho. Vamos continuar. E sobre o “Who You Selling For”? E sobre a música?

Você não irá se surpreender ao saber que o “Who You Selling For” é, antes de tudo, um álbum de rock cheio de canções de rock. Isso é bastante óbvio, mas o rock tem uma quantidade gigantesca de gêneros dentro do próprio gênero – e a The Pretty Reckless tinha explorado apenas uma pequena parte disso, até agora.

Em “Who You Selling For”, as coisas mudam completamente – embora ainda permaneçam fielmente enraizados ao rock. Este é o álbum em que a The Pretty Reckless tem todas as influências em suas mangas.

Dito tudo isso, “Who You Selling For”prova  que esses caras não podem mais ser considerados como uma banda dirigida artificialmente pelo marketing.

Vamos passar por tudo isso. “The Walls Are Closing In” (Hangman) coloca coisas para fora com uma introdução orientada por piano, guitarra séria e crua, profundos groovings de bateria, e um imenso colapso em espiral.Esta abertura imediatamente chamou a minha atenção – como faz toda a música que concentra-se principalmente em energia rítmica primal. “Oh My God” aumenta a intensidade, alimentada pelo espírito de Lemmy Kilmister, a influência de Motörhead se agiganta diante de um refrão sujo que lembra até mesmo o período bluesy do Metallica em um ponto.

A letra de “Oh My God” resume o tema central do “Who You Selling For”: a pressão implacável para executar em um mundo de classe alta, enquanto bastardos do mundo fazem seu melhor para colocá-lo para baixo. Não se engane – The Pretty Reckless tem algo a provar em “Who You Selling For”. Então… o que é que eles fazem? Vamos continuar.

“Take Me Down” segue “Oh My God” com um suporte super confiante, introduzindo um sabor da simpatia pelo diabo dos Rolling Stones sem cair em Copycat Land; “Prisioner” é legal, mas tem um pouco de stomper blues banal. “Wild City” balança para outro extremo, com destaque pessoal. Um incrível show de funk, rock urbano e tem um incrível solo, atingido o equilíbrio perfeito entre uma música divertida e o tema da letra obscuro; “Back to river” mantém a força da The Pretty Reckless, é uma vitrine das raízes do rock com mais influência dos Rolling Stones (como em Take Me Down); “Who You Selling For” soa como The Smashing Pumpkins, tensa e épica; e “Bedroom Window” mostra Taylor Momsen e Ben Phillips enfrentando uma intimista faixa acústica e ao vivo com uma bela vibe dos Beatles.

Até este ponto, tudo o The Pretty Reckless têm a intenção de provar é comprovado.

Ainda está por vir: “Living In The Storm”, um infeliz registro como ponto fraco.Com um potencial enorme ao vivo drenado aqui por uma mistura de sentimentos ocos; um par de canções feitas praticamente sob medida para Tarantino pela trilha sonora em “Already Dead” e “The Devil Is Back” e… espera. Vamos voltar para esta última, porque ela merece uma atenção especial. 

“The Devil Is Back”  começa na forma de uma pulsante alt-rock com, novamente, um potencial para trilha sonora de Tarantino. Isso normalmente já seria o suficiente para me conquistar por conta própria. Mas há uma volta tangencial que entra num território meio Pink Floyd com um solo ÉPICO que faz The Devil’s Back passar a marca dos 7 minutos e… sim! Apenas SIM! Ben Philips apenas arrebenta nisso. Outro destaque fácil. Eu honestamente não imagina isso vindo da banda – mas agora que eu ouvi, estou atordoado. É foda, grande.

Para onde ir a partir daí? Bem, isso é rock’n’roll e rebelar-se contra todas as expectativas é o que faz tudo ter sentido. Então para fechar as coisas temos “Mad love”, um dirty funk/disco que irá fazer seus quadris mexerem incontrolavelmente onde quer que esteja. Melhor não ouvir enquanto estiver na fila para uma entrevista de emprego então.
Com “Mad Love” acabou. “Who You Selling For” dá lugar ao silêncio. Neste ponto só há uma coisa a dizer: este é o melhor álbum da The Pretty Reckless!

Classificação: 92% (você precisa ouvir)

TRADUÇÃO: Taylor Momsen Brasil

Escrito por Lívia Lino | 3/09/2016 | Categorias: Albuns, The Pretty Reckless
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2 Comentários em “[ÁLBUM] Review do “Who You Selling For””


[NOTÍCIAS] Ouça Oh My God, nova música da The Pretty Reckless | Taylor Momsen Brasil | The Pretty Reckless | 10-09-2016 às 11:18 | Responder

[…] You Selling For foi divulgada: Oh My God. Segundo uma review feita do disco (leia clicando aqui), “a letra de “Oh My God” resume o tema central do “Who You Selling For”: a […]

Ruan Rodrigues | 09-09-2016 às 08:39 | Responder

Sinto que esse álbum vai revolucionar muito a nova era do rock.


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