ENTREVISTA: Quente, jovem e Pretty Reckless

Taylor Momsen tem longos cabelos loiros, sapatos de stripper com notas de dólares nos saltos e uma baixa tolerancia a papo furado. Se você lê blogs de fofoca, você já sabe que isso é verdade. O que você pode não saber, infelizmente, é que essa garota pode se lamentar. Ela pode arrasar. Mas isso foi ofuscado por uma indecência sem sentido.

Ela também é uma das estrelas da série de sucesso da CW, Gossip Girl, embora você não a reconhecesse ultimamente, já que suas roupas reveladoras no palco têm chamado mais atenção nos meses recentes do que o seriado em anos. Há rumores sobre o elenco, e de seu desejo de ser liberada de seu contrato. Há sempre os rumores. (Olá, Chace Crawford!) Momsen não poderia se importar menos. Ela só quer ser ouvida.

A maioria das infratoras de 16 anos com longas pernas ultimamente são, insupreendentemente, as que têm menos em comum com ela. Isso não é uma revelação chocante, mas devemos deixar claro: Momsen é uma garota do rock. Sempre foi. Aqueles que a insultam verbal e digitalmente no momento felizmente não são, embora alguns críticos demonstraram mais preocupação sobre suas roupas “sexy” usadas no palco e sua tendência a usar maquiagem no estilo “usada no dia anterior”. Ela está sem dúvidas a um passo de distância da capa da Star Magazine que diz “Sexy demais aos 16 anos?” ou divulgar seus olhos de guaxinim como marca registrada: Longe Demais?

Você conhece o tipo, o que quer dizer que você conheceu (ou conhece) garotas como Momsen. Aquelas com camisetas de bandas em dias alternados, aparentemente sem calças e com um closet basicamente preto. Talvez uma camiseta dos Rolling Stones aqui ou um cd do Led Zeppelin vintage ali. Possivelmente o tipo de garota que pode até mesmo ser obcecada por sua coleção de vinil e uma nova Fender Strat enquanto outras tagarelam sobre The Hills e apontam suas unhas perfeitas para qualquer garota diferente delas. Mas apesar disso, é seguro dizer, Momsen é uma das primeiras. E um há grande número de garotas que lançam um olhar matador a ela, e o caso dos seus observadores mais velhos – as mães superprotetoras. É fácil “alfinetar” alguém que não conhecemos, ao invés de lhe dar uma chance, ou deixar como está. Também é mais fácil, em um mundo obcecado por celebridades onde blogs de fofoca e novos programas de entretenimento que não tem hora para acabar, acreditar que o que vemos é o que conhecemos de atores (e músicos), e que todas as fotos de paparazzi são a única verdade.

Não que a confusão e preocupação não sejam justificadas. Momsen não está tentando ser Miley Cyrus e apoiar as normas impossíveis de moral e qualidade que a estrela da Disney foi submetida com seu contrato. Ela e sua banda – The Pretty Reckless – estão aqui para arrasar, não para agradar opiniões diferentes das deles. Mesmo se essa opinião discordar de Momsen alta e linda cantando de lingerie e “sapatos de stripper”, o que ela tem feito na Warped Tour.

A acusação dupla lançada na mídia com a crucificação de Cyrus para roupas sexy, passos de dança ultra-sugestivos e vídeos do YouTube de danças, e ascensão incompleta de Momsen a ser a próxima na fogueira a queimar, a diferença é clara: uma abraçou Lolita e hot pants, a outra olhos escuros com muita sombra, Nevermind e Revolver. As comparações precisam ser reformuladas; Momsen tem mais em comum com os esforços musicais genuínos e respeitáveis de Zooey Deschanel (She & Him), Taryn Manning (Boomkat) and Jared Leto (30 Seconds to Mars) do que com Cyrus. O que Momsen e Cyrus têm em comum é a idade (e pele exposta), televisão e a vontade de quebrar os padrões, mas isso para por aí. Uma é legendária (e até agora, saudável) estrela adolescente, a outra ao longo da vida, atriz amante do rock’ n’ roll que não se importa com American Idol ou qualquer outro popstar. Mas vamos dizer isso mais uma vez – Momsen não poderia se importar menos. Ela não é uma máquina comercial. Ela não é fantoche de ninguém. Ela sabe quem Muddy Waters é. Ela nem ao menos tem um computador.

O que ela possui no momento, é um EP de quatro músicas coerente, impressionantemente corajoso e muito bem recebido com sua banda e o cd de estréia do quarteto, Ligh Me Up, que logo será lançado. Precisa de evidências? Confira o viciante single “Make Me Wanna Die”, para uma confirmação do potencial de Momsen e The Pretty Reckless.

Eu estive com a humilde e extremamente graciosa Momsen depois de uma gravação vitoriosa de The Pretty Reckless com os colegas de Banda Bem Phillips (guitarra), Mark Damon (baixo) e Jamie Perkins (bateria) em Santo Antonio que deixou sua pele encharcada graças a uma garoa, e ela estava amando isso.

Vocês estão na Warped Tour faz algum tempo agora – como está sendo? Como tem sido a resposta?

Tem sido uma explosão. Os fãs são incríveis. Até agora, tem sido muito bom!

Eu imagino que seja gratificante para vocês agora, com o lançamento do EP estar na estrada, numa grande turnê e vivendo nas músicas todas as noites.

Sim! Nós amamos tocar nossas músicas todas as noites para os fãs. É uma turnê ótima e tocamos todos os dias.

O medo do palco é um problema para você?

Não. [risos]

Você foi levada do twitter do The Pretty Reckless a obsessão dos blogs com suas roupas. Eu imagino que toda essa conversa é agravante para você porque isso ofusca a discussão sobre sua música.

Na verdade eu não leio nada disso. Eu só ouço falar dessas merdas porque eu nem tenho um computador [risos]. Eu só uso o que me deixa confortável. É só uma roupa de palco. As pessoas nos shows estão tão envolvidas na música, que isso (os blogs) não tiraram nada disso.

E é isso o que realmente conta.

É. Eu espero que as pessoas vão comprar o disco.

As resenhas do EP têm sido no geral muito positivas, senão sutilmente cínicas. Você está feliz com a resposta no geral? O que você acha que gera tanto cinismo?

Oh! [risadas] Bem, tenho certeza que há pessoas que não gostam dos meus sapatos de stripper, e algumas não gostam que eu seja uma atriz e agora estou numa banda, então vamos deixar a música falar por si mesma. Mas se você ouvir a música e não gostar do que ouvir, tudo bem. Mas não julgue a música antes de ouvi-la. Quer dizer, se sinta livre para odiá-la, e me odiar, ou tanto faz. Só não odeie a música antes de ouvi-la.

Uma coisa que me chamou atenção no EP foi quão maturo e completamente pensado tudo parece: como você se entrega, como canta, as letras… especialmente “Make Me Wanna Die” e “My Medicine”. Há quanto tempo você tem preparado tudo isso na sua cabeça?

Nós escrevemos (o disco) há um ano e meio. Nós trabalhamos duro e tentamos fazer algo diferente, que não há por aí (atualmente). Rock. Então nós queríamos que tivesse um nível de qualidade, nós tentamos! Pessoas gostam de sentir. É um disco honesto. Ele confronta todos os problemas da vida e os joga de volta na sua cara ao invés de… não é um disco de escape, sabe?

No que diz respeito às letras, de onde você tira inspiração na maioria das vezes? As ruas de Nova York são obviamente ótimas para isso, assim como, obviamente, ser jovem, e a indústria onde você se encontra. O que mais te inspira?

Inspiração vem de todos os lugares. Eu queria saber. Eu queria que tivesse uma coisa específica porque seria muito mais fácil de escrever músicas! [risos] Mas normalmente eu começo com uma idéia e algo a dizer. Nós realmente tentamos ter algo a dizer em cada música, e não ter o que dizer somente porque isso soa legal. É um disco muito pensado. Olhe os Beatles. Mesmo se não é o mesmo tipo de música, é o mesmo gênero, e tem algo pensado para isso. Esperamos que há algo para todos no disco. Você não tem que gostar das coisas pesadas em Light Me Up. Há uma variedade. É um álbum muito versátil, mas ainda é rock.

Você se preocupa em se revelar muito nas letras?

Eu escrevo muito metaforicamente, então o que eu espero que as pessoas façam é relacionar (as letras) com a minha vida, mas também com suas vidas, e tirar o que quiserem delas. É pra isso que a música é feita, de qualquer forma. Para fazer uma pessoa pensar ou se sentir de certa forma, e isso não tem que significar a mesma coisa para todo mundo.

Citaram que você estava dizendo que foi a um show do White Stripes quando você era mais nova, e isso a impressionou. Havia muita música enquanto crescia?

Eu estava ouvindo Beatles no dia que eu fui levada do hospital para casa, literalmente. Meu pai é um grande fã de música – um fã de rock. Eu ouvi vários vinis antigos quando era mais nova porque ele não tinha um CD player ainda. Eu cresci com os clássicos: Beatles, Led Zeppelin, The Who, Muddy Waters e coisas do tipo. Todos eles são atemporais, você não pode colocar um CD dos Beatles e dizer “Isso é uma merda!” porque isso não vai acontecer. Eles são os melhores. Eu cresci com boa música, e isso é muito inspirador.

Quando você descobriu sua voz para cantar?

Nunca parei para pensar sobre isso. Eu tenho uma voz para cantar desde que nasci, basicamente. Eu podia murmurar as músicas dos Beatles antes de aprender a falar. É verdade! Está gravado em vídeo. Eu cresci cantando, e então eu comecei a escrever porque eu era realmente introvertida e muito tímida, então escrever era uma saída para manter minha sanidade. Eu comecei a escrever muito, muito jovem. E eu meio que me tornei isso!

O que podemos esperar do álbum completo?

Bom, o EP é simplesmente quatro músicas fora do disco. Nós estávamos indo para a Warped Tour, quando terminamos o disco – que tinha acabado de ser masterizado – então nós queríamos ter algo lançado para os fãs ouvirem. E como leva tempo para ter o cd, nós só queríamos lançar algo. O álbum é chamado Light Me Up. Ele é muito versátil e bem conduzido musicalmente. Não é baseado somente em uma vibração ou estilo. Cada música é própria. Esperamos que há algo para todos. É o que tentamos realizar.

Eu adoro o fato de que mesmo você sendo uma atriz popular, você está na Warped Tour e tirando um tempo para conhecer os fãs no estande do merch e tudo mais. Você está tendo uma aproximação orgânica (dos fãs) e não só tirando vantagem da fama.

É! Quer dizer, somos uma banda. Eu gosto de fazer shows. As pessoas chamam isso de trabalho para as bandas, o que eu não entendo. Eu gosto de tocar, e se aproximar dos fãs é justamente ser uma banda. Nós estamos muito felizes de ser parte da turnê e estamos ansiosos para fazer uma turnê com o disco.

Você se sente subestimada nesse momento?

Não, estou muito confiante. E onde estamos – as pessoas realmente não sabem o que esperar ainda, mas eu não diria “os subestimados”. Quero dizer, eu sou tímida. Na verdade eu sou muito tímida. Mas eu cresci na indústria do entretenimento, então você aprende a fazer aquela fachada. Não, eu não diria subestimada. Eu diria apenas, “nova”.


Postado por Naiare • 28 de July de 2010 &bull 3 Comentarios »
Tags: Entrevistas, Notícias/Artigos, The Pretty Reckless

3 comentarios para este post.

Ashley Ayres comentou dia 29 Jul 2010

Adorei a emtrevista hn , bemm fera

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  2. Jul 28, 2010: Tweets that mention Taylor Momsen Brasil • Noticias, Fotos, Entrevistas e Mais da Taylor na Sua Primeira, Maior, Melhor e Mais Completa Fonte Sobre Taylor Momsen no Brasil. » Blog Archive » ENTREVISTA: Quente, jovem e Pretty Reckless -- Topsy.com
  3. Jul 29, 2010: Tweets that mention Taylor Momsen Brasil • Noticias, Fotos, Entrevistas e Mais da Taylor na Sua Primeira, Maior, Melhor e Mais Completa Fonte Sobre Taylor Momsen no Brasil. » Blog Archive » ENTREVISTA: Quente, jovem e Pretty Reckless -- Topsy.com